PETRÓLEO VAI ACIMA DE US$ 50, MAIOR COTAÇÃO EM MAIS DE 1 ANO

Gostou? compartilhe!

PETRÓLEO VAI ACIMA DE US$ 50, MAIOR COTAÇÃO EM MAIS DE 1 ANO

Os preços do petróleo atingiram seu teto no fechamento desta segunda-feira (10), em Nova York, estimulados por declarações do presidente russo, Vladimir Putin, destacando a disposição da Rússia de reduzir sua produção e após a Argélia pedir compromissos similares de outros produtores de fora do grupo.

O sentimento de otimismo também foi impulsionado por um rali nas ações de Wall Street e por notícias de que o trabalho havia começado para o lançamento da primeira emissão de obrigações soberanas da Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo, antes da eventual listagem da petroleira Aramco.

Os preços do barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em novembro subiram 3,1%, a US$ 51,35, no New York Mercantile Exchange (Nymex), nível que não alcançava no fechamento desde julho de 2015.

 Em Londres, o preço do barril de Brent do mar do Norte para entrega em dezembro, ganhou 2,3%, a US$ 53,14, no Intercontinental Exchange (ICE), um nível que não atingia em seu fechamento desde setembro de 2015.

"A Rússia se dispõe a se unir às medidas para limitar a produção" de petróleo, declarou Putin no Congresso Mundial da Energia em Istambul, acrescentando que "congelar, ou reduzir, a produção de petróleo é o único meio para preservar a estabilidade do setor".

Depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou, em meados de setembro, uma redução de sua produção para impulsionar os preços, a posição da Rússia, importante produtor não membro do cartel, era ambígua.

"É muito importante que a Rússia tenha-se integrado à iniciativa", comentou Carl Larry, da Frost & Sullivan.

Acordo da Opep
O surpreendente anúncio da Opep de reduzir sua produção para um nível entre 32,5 e 33 milhões de barris diários (mbd), contra 33,47 mbd em agosto, estimulou os preços, mas persistiam dúvidas quanto à implantação desse plano. Este deve ser concretizado em outra reunião, no final de novembro.

Outro sinal animador recebido hoje foi dado pelo ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, que considerou provável que o barril de cru alcance US$ 60 até o fim do ano. O reino é um peso-pesado do cartel.

Alguns países exportadores de petróleo devem se reunir na quarta-feira (12), em paralelo ao fórum de energia organizado pela Turquia.

Fonte: G1, com informações da AFP



Gostou? compartilhe!